Diocese Nossa Senhora da Salete – Criciúma/SC

Diocese Nossa Senhora da Salete – Criciúma/SC

30/01/2019

Confira mais essa excelente obra de forro da empresa Garbe.
Para mais informações acesse:

Home

Nessa obra foram usados:

368m2 forrofort acustico verniz
2080m2 forrofort acustico branco
Revestimento de 54 janelas com painel divifort
460m lineares sancas

Sobre a Igreja Nossa Senhora da Salete

Entre as décadas de 1940 e 1970, a cidade de Criciúma teve sua paisagem fortemente marcada pela economia da extração do carvão. Das várias áreas mineradas e vilas operárias, uma delas é o bairro Prospera.

Nos dias atuais, é possível perceber indícios da indústria carbonífera, como a chaminé que fazia parte da estrutura da usina elétrica, algumas casas de operários, além da memória religiosa da Igreja Nossa Senhora da Salete, no chamado “coração” do bairro.

Para erguer a Igreja, Silva e Moraes (2001) contam que a Carbonífera exploradora do carvão na região doou o terreno e ajudou nas obras.

A história da construção deste “templo sagrado” emerge da década de 1950, tempo em que a população da Próspera já era bastante expressiva, em virtude do oferecimento de emprego na mineração. […] Com o passar do tempo, o número de habitantes do bairro foi crescendo, pois a carbonífera abria minas e mais pessoas vinham trabalhar na mineração. A capelinha [de madeira] tornou-se pequena para o elevado número de fiéis. Então, em torno de 1950, foi construída uma outra capela, igualmente de madeira onde hoje se encontra a atual matriz […] (SILVA, MORAES, 2001, p.16).

A exploração do carvão fez a cidade aparecer no mapa nacional e o pujante crescimento econômico teve reflexos na arquitetura da cidade. O arquiteto Fernando Carneiro elabora projeto para a Igreja no bairro Próspera em 1956. Com planta-baixa em “x” e o uso de inovações nos acabamentos, o edifício foi considerado um marco na arquitetura contemporânea (SILVA; MORAES, 2001).

Durante o período de exploração (a céu aberto) do carvão, a arquitetura era marco visual na paisagem árida e escura. “[…] apresentava um oásis diante da danificação do lugar pela exploração desenfreada do carvão” (SLVA; MOARES, 2001, p.17). Durante a década de 1970, era possível no mesmo horizonte observar a caixa de embarque do carvão, o solo de pirita (rejeito de carvão, com cor escura), as casas operárias e a Igreja.

A arquitetura da Igreja de Nossa Senhora da Salete teve como principio apresentar a hegemonia da fé cristã trazida pelos imigrantes e vivenciada pelos operários. Foi cultivado e financiado pela carbonífera explorado do carvão até mesmo como um espaço de controle e disciplina dos trabalhadores. Após refletiu uma nova arquitetura de uma cidade em forte crescimento. Hoje essa arquitetura ainda é forte e representativa na paisagem urbana. No entanto, as gerações mais novas pouco conhecem da história dessa arquitetura e de seu lugar.

Chama-se a atenção para a importância de se explorar as relações históricas que guardam o lugar onde se projeta. Tal interesse pela história urbana reflete a predisposição para o entendimento do entorno e do contexto em que se trabalha. Uma análise centrada no objeto e no terreno isolado é incapaz de levar à compreensão da obra em sua complexidade urbana e territorial, sendo necessária a abertura do campo de visão, considerando: a história, a memória, a identidade, entre outros tantos condicionantes.